“Capone”, novo filme sobre o gângster Al Capone que estreou nos Estados Unidos nesta terça-feira (12) em plataformas de streaming, tem deixado os espectadores com nojo. A obra, protagonizada por Tom Hardy e dirigida por Josh Trank , se concentra no período em que o mafioso sofre com sífilis e demência após ter ficado preso por 11 anos.

Alguns críticos que já assistiram ao filme dizem que as cenas em que Al Capone faz suas necessidades são complicadas de aguentar. O site Next Best Picture , por exemplo, diz que Tom Hardy, em “uma das piores performances da carreira”, “resmunga, tosse e caga em cenas que carecem de qualquer forma de direção, simpatia e/ou propósito”. “Me deixou enjoado”, disse Matt Neglia, crítico do veículo, no Twitter.

O tuíte foi compartilhado pelo próprio diretor, que já esteve à frente de “Quarteto Fantástico” (2015). “Preciso dessa citação em um pôster para a minha sala”, disse ele, em reação à fala do crítico. Para Trank, o filme é “estranho, desconfortável e bonito”, escreveu também no Twitter, recomendando que o público vá “com a mente aberta”.

O diretor afirmou ainda que os comentários sobre as cenas escatológicas o faziam lembrar as críticas ao filme “Pink Flamingos” (1972), de John Waters, que também coloca fezes no roteiro.

Por outro lado, o crítico David Ehrlich, do site IndieWire, por exemplo, elogiou “ Capone ”, um filme “admiravelmente não comercial”. “Se você sempre quis ver um cinebiografia de Al Capone que começa e termina com Tom Hardy cag**** explosivamente nas calças, tenho boas notícias.”

Com os cinemas fechados por causa da pandemia de coronavírus, “Capone” estreou diretamente no streaming nos Estados Unidos, em serviços como Amazon Prime e iTunes. Não há previsão de estreia no Brasil.