Em exílio na Argentina, Evo é acusado de ter coordenado um plano de bloqueio alimentar a cidades bolivianas durante protestos em 2019, ano de crise eleitoral que culminou na sua renúncia.

Imagem de Evo Morales durante entrevista no dia 6 de janeiro de 2020 Matias Baglietto/Reuters A Procuradoria Geral da Bolívia voltou a acusar nesta segunda-feira (6) o ex-presidente Evo Morales por supostos crimes de terrorismo e por financiar a prática.

Desde dezembro, Evo está na Argentina como refugiado após deixar o poder em uma crise eleitoral. De acordo com a procuradoria, o ex-presidente teria coordenado por telefone com um líder plantador de coca o bloqueio alimentar e o cerco das capitais durante os conflitos que tomaram o país em 2019, ano de acusações de fraude nas eleições presidenciais.

Apoiadores do ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, participam de protesto em El Alto, perto de La Paz Reuters/Henry Romero Os procuradores baseiam a acusação atual em perícias feitas na Colômbia.

"As amostras têm uma alta probabilidade de identificar a voz do Sr.

Evo Morales Ayma", segundo o comunicado.

"Não deixe entrar comida nas cidades, vamos bloquear, cerco de verdade", diz a voz na suposta ligação do ex-presidente ao líder do plantador de coca Faustino Yucra Yarmi.

Cerco contra Evo Evo Morales chega ao México, primeiro país que lhe concedeu asilo após renunciar ao cargo de presidente da Bolívia sob pressão das Forças Armadas bolivianas Luis Cortes/Reuters É a segunda vez que a instituição judicial solicita a prisão de Evo.

Em dezembro, os procuradores pediram a prisão do ex-presidente por sedição e terrorismo nos mesmos casos.

Na época, anunciaram que solicitariam sua prisão à Interpol, mas o processo não avançou.

Em fevereiro, o Ministério Público abriu outro processo contra o ex-presidente por suposta fraude eleitoral, mas até agora não houve avanços.

Relembre o primeiro pedido de prisão de Evo no VÍDEO abaixo Ministério Público da Bolívia acusa Evo Morales de terrorismo Evo renunciou ao cargo de presidente após 14 anos após intensos protestos nas ruas pelo o que a OEA chamou de irregularidades nas eleições de outubro de 2019, nas quais tentava um novo mandato até 2025.